“Ninguém pára nossa luta, ninguém cala a nossa voz, mulheres feministas, socialistas somos nós. (in: Caderno de textos das mulheres da CP)”
Um dia quiseram me convencer de que à mulher cabia ser frágil, submissa e sempre dócil. Nesse dia percebi que muitas vezes me fizeram frágil pela superproteção, pelo zelo excessivo. Fizeram-me submissa quando me ensinaram ou me conduziram a aceitar a voz grossa, forte e às vezes arrogante como a verdade a ser seguida, como a orientação da experiência e como se essa experiência não tivesse algo de opressão. Um dia, nesse mesmo dia, enalteceram minha docilidade, minha meiguice, meu comportamento calmo como algo inerente à natureza da mulher.
Depois desse dia percebi que não quero ser frágil, pois tenho força e arranco-a das minhas convicções e das dificuldades. Não quero ser submissa, pois isso significa perder minha autonomia, colocar venda, diminuir possibilidades, enterrar potencialidades e me entregar à opressão.
Não quero ser doce como algo da minha natureza. Sou sensível! Sou sensível aos sentimentos do mundo, à alegria da vida, à voz da natureza que pede socorro, à dor da mulher, da criança e do idoso, à indiferença humana em detrimento da solidariedade.
Hoje quero convencer outras mulheres: Somos fortes! Busquemos a liberdade, sem perder a sensibilidade.
Ângela Pereira.
12 de outubro de 2009.
Campina Grande.
No hay comentarios.:
Publicar un comentario