Às vezes as mesmas palavras que se unem em prosa e em verso com tamanha congruência, separam-se e perdem sentido diante das inconstâncias da estima e da vida.
Estou me sentindo assim: como letras soltas, mas mesmo assim às vezes, com muito sentido e direção e persuasivas pela lúcida clareza que se juntam em palavras. Mas, na maioria das vezes, como letras que se juntam em palavras que não têm liga. Palavras sem liga, sem preposição (para que ou para quem, de que ou de quem, com que ou com quem...) ficam ao léo num dicionário para serem decifradas ou pegas quando alguém lhes acha conveniente.
Eh... há muito o que se avançar( incluo-me) na sensibilidade das relações humanas...Palavras bem/malditas ganham dimensões que a gente nem mesmo imagina que elas ganhariam... mas é assim... palavras às vezes parecem ter vida própria... somente parecem. Porque elas sem corpo, sem gestos, sem sons, sem contexto são só meras palavras sem sentido! E viver sem sentido... é sem sentido! Há também muito o que se avançar na percepção do tempo certo de se dar passos... avançar sem respeitar o tempo do (sentimento/sofrimento) do outro e querer forçar algo que não existe é inconsequente.
Ando vivendo sentido e buscando sentido... isso é o que importa!
Quero um pouco de silêncio pela vida do mundo! Quero um pouco de silêncio pela vida Quero um pouco de silêncio Quero um pouco Quero um Quero
Ângela Pereira. 04 de janeiro de 2010.
Dá-me tua mão. Clarice Lispector
Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
Sobre a música. É pra isso que a arte existe: sublimar as nossas dores e alegrias. Só não vale fingir demais. Nem todo mundo que ver a felicidade do outro. Mesmo assim.. vamos lá seguindo com quem está com a gente e conquistando corações e mentes pro projeto chamado Liberdade!
O Homem Falou Composição: Gonzaguinha
Pode chegar Que a festa vai É começar agora E é prá chegar quem quiser Deixe a tristeza prá lá E traga o seu coração Sua presença de irmão Nós precisamos De você nesse cordão...
Pode chegar Que a casa é grande E é toda nossa Vamos limpar o salão Para um desfile melhor Vamos cuidar da harmonia Da nossa evolução Da unidade vai nascer A nova idade Da unidade vai nascer A novidade...
E é prá chegar Sabendo que a gente tem O sol na mão E o brilho das pessoas É bem maior Irá iluminar nossas manhãs Vamos levar o samba com união No pique de uma escola campeã...
Não vamos deixar Ninguém atrapalhar A nossa passagem Não vamos deixar ninguém Chegar com sacanagem Vambora que a hora é essa E vamos ganhar Não vamos deixar Uns e outros melar...
Oô eô eá! E a festa vai apenas Começar Oô eô eá! Não vamos deixar Ninguém dispersar (O Homem Falou)...(final 2x)