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lunes, 22 de mayo de 2017

Inverno.

Cobre-te.
Essa tua casca que  endurece em breve será trocada e tuas folhas cairão.
Essa tua pele ressequida do verão ficará úmida
Recolhe-te na fase azul, mesmo que arisca esteja
E depois aproveite: a ecdise é tua.

Só tua.

Ângela Pereira.

domingo, 3 de mayo de 2015

Essência


Nem sempre a ausência de palavras significa ausência.

Há sempre quem queira o mais evidente.
Quando o mais real está além da aparência.

Ganha quem respira um pouco mais
E fica na espreita ...

lunes, 29 de septiembre de 2014

Amor incondicional: Duas faces de uma mesma mulher.

Eu mesma em mim 
E eu mesma nas outras








Com todas as imperfeições
A que se tem direito... 

A maior felicidade é saber ser só 
e sendo inteira, ao transbordar,
 saber se doar.


jueves, 18 de septiembre de 2014

Não há medo, quando se busca a liberdade!

O Poema Rondó da Liberdade  de Carlos Marighella foi escritos em 1939, após ser preso pela terceira vez. Transferido para o presídio de Ilha Grande, Marighella ficou preso até 1945, quando foi libertado pela Anistia. É assassinado por agentes da ditadura militar em 4 de novembro de 1969.


 Rondó da Liberdade
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão. 


Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Carlos Marighella.

martes, 19 de agosto de 2014

Deixa o sol entrar!





"A vida é dentro de você, então

Abra as janelas e as portas

E canta

Deixe o sol

Deixe o sol entrar

O sol entrar

Deixe o sol

Deixe o sol entrar

O sol entrar

Deixe o sol

Deixe o sol entrar

O sol entrar"


( trecho de música do Musical Hair com Karin Hills e elenco)

martes, 29 de julio de 2014

Tempo de serpente.

Sabe quando não se vê  mais as coisas com olhos pueris?

Nem  se enxerga o mundo com desalento? 

As cores não mais se vê alvoraçadamente,

Mas elas lá brilhantes estão? 



Chegou o tempo da serpente.  

Insultado por Saturno. E atiçado por Escorpião. 

Pôs a vida pelo avesso. 

Enfiou as garras por dentro, revirando as vísceras para o mal-me-quer-bem.


Ofiolia?  

Sim! Atração.

É tempo de volúpia, morte-vida, cura e renascimento.



Pele nova em cima da pele nem tão velha.

Kundalini subindo. 


É tempo de serpente. 

Corpo no chão, firme. 

Rastejando, languidamente esperta. 




É tempo de assertividade, resiliência, sagacidade e sabedoria.  

É tempo de picar quando se é atacado e sem dó deixar veneno.

Mas é tempo, sobretudo, de envolver a quem se deixar seduzir...



sábado, 15 de junio de 2013

Minha vida escrevo eu.


Dedilhando a liberdade
Minha vida escrevo eu.



Lápis ou computador

Datilografo digitais 

Pegadas na areia 
Na grama ou na lama

Face na face
Boca na boca
No megafone ou no microfone

Voz e palavra
Língua  ativa e afiada

 Pois em minha vida mando eu.


viernes, 17 de mayo de 2013

Vai! Bota um sorriso no rosto, não importa se o estômago está vazio...


Vai, menino, põe o sorriso no rosto, 
Não importa se teu estômago está vazio.
Estou aqui com a máquina na mão, esperando o teu sorriso.

Vai, menina, ajeita a saia e mostra os dentes,
Não importa se teu estômago está vazio.
Estou aqui com a máquina na mão, esperando o teu sorriso.



Oxente, menina!
Por que chorando estás ?

É que, seu fotógrafo, eu tenho fome, mas não aceito qualquer coisa. 
Não quero qualquer esmola...


Estou aqui, com os pés no chão, esperando o meu sorriso chegar.


Ângela Pereira.



Pois é, seu Zé

Gonzaguinha



Ultimamente ando matando até cachorro a grito
e a platéia aplaudindo e pedindo bis
nas refeições uma cachaça e às vezes um palito
e a platéia aplaudindo e pedindo bis
ando tão mal que ando dando nó em pingo d'água
só mato a sede quando choro um pouco a minha mágoa
mas a platéia ainda aplaude ainda pede bis
a platéia só deseja ser feliz
a platéia ainda aplaude ainda pede bis
a platéia só deseja ser feliz
Te vira, Sorria
Bota um sorriso nos lábios
de tanto andar na corda bamba eu sou equilibrista
e a platéia aplaudindo e pedindo bis
equilibrando a vida e a morte eu sou malabarista
e a plateia aplaudindo e pedindo bis
mas não me queixo dessa sorte eu sou um comodista
e já me chamam por aí de verdadeiro artista
mas a plateia ainda aplaude ainda pede bis
a platéia só deseja ser feliz
as plateia ainda aplaude ainda pede bis
a platéia só deseja ser feliz
Te vira, Te vira, Bota um Sorriso nos Labios
Vidro moído ou areia
No café da manhã
E um sorriso nos lábios
Ensopadinho de pedra
No almoço e jantar
E um sorriso nos lábios
O sangue, o roubo, a morte
Um negro em cada jornal
E um sorriso nos lábios
Noventa e cinco sorrisos
Suando na condução
E um sorriso nos lábios...
Mas sonha que passa
Ou toma cachaça
Agüenta firme, irmão
Na oração
Deus tudo vê e Deus dará
Ou então acha graça
É tão pouca a desgraça
Mas no fim do mês
Lembra de pagar a prestação, com um sorriso nos labios

O jogo, a nêga, a loteca
A fome e o futebol
E um sorriso nos lábios
A taça, a vida, a dureza
Viva a beleza do sol
E um sorriso nos lábios
Os olhos fundos sem sono
Os corpos como lençol
E um sorriso nos lábios
O cerco, a vida, o circo
Silêncio, um medo anormal
E um sorriso nos lábios
Mas sonha que passa
Ou toma cachaça
Agüenta firme, irmão
Na oração
Deus tudo vê e Deus dará
Ou então acha graça
É tão pouca a desgraça
Mas no fim do mês
Lembra de pagar a prestação, com um sorriso nos labio
Te Vira,
Desse sorriso nos lábios, pois é
Pois o Rio de Janeiro continua lindo
e a platéia aplaudindo e pedindo bis
São Paulo a São Paulo continua indo
e a platéia aplaudindo e pedindo bis
Sorria, Alegria
e a platéia aplaudindo e pedindo bis
E a platéia aplaudindo e pedindo bis






jueves, 9 de mayo de 2013

A janela está aberta.




A janela está aberta.
Tem flores do lado.
Cheiro de lavanda, jasmim 
E de uma flor que não sei decifrar....

Música de dentro vindo
Numa vitrola tocando...
Neruda, Drummond, Lispector, 
Beauvoir, Gioconda  conversando
E um Cabernet Sauvignon bebendo.

Pessoa e pessoas.
E ainda, um incenso amadeirado...
Pronto.

A janela está aberta.
Pela manhã pousam borboletas.
O entardecer por ela adentra,
com suas cores alaranjadas...
À noite namora-se a lua,
E as estrelas sem ciúmes e apegos.
E nos dias cinzas, o sol trava uma luta ferrenha com as nuvens
Para que o deixem permanecer,  
E para que elas não escureçam tão rapidamente...

E se um dia arrancarem a janela:

Descobriremos ou criaremos outras janelas
De onde virão:

Bons dias.
Bons ventos.
E boas luas.

Ângela Pereira e  a boa moça, na janela.

viernes, 8 de febrero de 2013

É ele.O mundo.

Percorrem olhos esguios os cantos do mundo. 
Quer encontrar algo,
Não sabe o quê. 

Dois minutos depois fita ao fundo,
Sabe muito bem o que quer.
É ele. O mundo.

Não estivesse distante.

08 dias contados.

Ângela Pereira.

martes, 23 de octubre de 2012

Sensibilidade

Mundo entrando pelos olhos, poros abertos...

Silêncio ouvido, cheiro do vento e toque suave...




sábado, 20 de octubre de 2012

Poeta todo dia no dia todo.


Olho vê.
Ouvido escuta.
Tato toca.
Boca gosta.
Dedos recolhem dos sentidos a palavra escrita.
Verso livre...
Sem métrica, sem rima, sem firma.

Poeta é quem mistura o sentido.
Sente em demasia
Ressoa rebeldia
Abraça desmedido
Proseia em poesia
Pra encurtar distâncias
Dia todo.
Todo dia.




Ângela Pereira.
20 de outubro- “dia do poeta”





lunes, 17 de septiembre de 2012

Melhor morrer de pé.


Estão infiltrados...
Nos becos mais escuros
Ou nos cantos ensolarados

Listras na TV colorida.
Sussuram à voz do Walkman
Ou em carros de sons
Gritam ao seu lado

Estão ali bem à vista
E tu?
Não fazes nada e vês...

Estão ali bem à vista
E tu?
Pedes esmola pelo outro.
Aceita a hipocrisia do imposto
Canta a pseudoliberdade.

Eu prefiro:
Melhor morrer de pé
A meus joelhos machucar.








domingo, 12 de agosto de 2012

Domingo,


É início, reinício, meio, e até fim.
Tem algo de quieto, 
às vezes tédio.
às vezes preguiça

Tem algo de perto
às vezes mar
às vezes mato
às vezes casa


Tem algo de afeto
às vezes desejo
às vezes abraço
às vezes beijo

Tem algo de incerto.
Só se sabe que no dia seguinte,
É preciso  se ter mais coragem.

Ângela Pereira.

miércoles, 1 de agosto de 2012

Doce à gosto.



É do gosto doce qu'eu gosto.
Às vezes a saliva escorre amarga.
Que é pra deixar marcado o aprendizado
E a acidez escapa da boca
Quando o de fora é extremamente salgado



Gosto da diversidade, 
Mas prefiro o doce.
As palavras gentis.
Os abraços demorados.
As melodias alegres.
Os sorrisos abertos.
Os apegos sutis.

E que venha esse mês novo...
Que venha doce 
Agosto...


Ângela Pereira.

domingo, 29 de julio de 2012

Façamos poesia e façamos luta! Mais poetas revolucionários e revolucionários poetas, por favor!

Ando, vejo, sinto
Em meio a um cotidiano tão adverso
Tento fazer: do andar, do ver, do sentir um ato de indignação
Constante, jamais naturalizada
Enquanto houver injustiça!

O que na aparência parece pequeno

Não é pequeno em sua essência
Sociedade em criseCrise do capital
O mesmo capital que tolhe diariamente tudo que sonho

Quanto ao que sonho, não é só sonho

É certeza!
As contradições do dia-a-dia
 Me deixam cada vez mais convicto:Teremos dias melhores!

À quem diga:"És um mero sonhador!

"Que digam!Sigo a dica de um camarada comandante
Forjo o meu espírito revolucionário.

Está para chegar o mundo novo

De homens novo
sDe mulheres novas
Esse será o dia em que os/as oprimidos/asCantarão sua liberdade!

Classes não mais existirão

Estado? 
Para que(m)?
Povo firme, seguindo junto
Em um só cordão, construindo nossa tão sonhadaRevolução!

Está para chegar essa liberdade

Cantada em um mesmo hino
onde as vozes serão essencialmente as mesmas!
O hino de todas as coresPreto, colorido, lilás, vermelho!

Essas cores não serão outras,senão as cores do povo.

Das trabalhadoras e dos trabalhadores
Que carregam em sua história, em suas mãos
A marca da exploração.

O comunismo

É possível
É necessário
A história nos pede!
Sigamos firmes!

(Lucas Bezerra)


=ºD

domingo, 26 de febrero de 2012

"Eros de asas despregadas"

Mira longe
Embora queira-te perto.
Sem laços
Sem pactos
Sem posse

Não fosse a pedra bruta
As correntes
já estariam mortas

Não fosse a propriedade
Voaria com asas despregadas
Eros anda triste...
Prenderam suas asas.
E está difícil soltá-las.

Ângela Pereira.






miércoles, 25 de enero de 2012

martes, 20 de diciembre de 2011

Navegar é preciso!

" Navegar é preciso,
 viver não é preciso"
Fernando Pessoa


É só encarar de frente.
Pôr o leme nas mãos.
E navegar.


Ângela Pereira.

martes, 1 de noviembre de 2011

Inspiração

Quero ela perto
De dia
De tarde
De noite
Falta algo 
Que a fez fugir...


Ângela Pereira