A poetisa registrou nos seus rascunhos: Está liberado o carpe-diem! Enquanto a liberdade não chega. Por Ângela Pereira.
Etiquetas
- Poesias... (166)
- Citações... (91)
- Música... (48)
- Pensamentos... (36)
- Crônicas... (32)
- Poesias feministas... (19)
- Cartas. Luta... (13)
- Economia Política- Trabalhos (11)
- Homenagens... (11)
- Filmes e documentários. (8)
- Notas (7)
- Prosas poéticas... (7)
- Frases... (6)
- Literatura - Comentários e citações... (5)
- Contos... (4)
- Ensaios... (4)
- Vídeos (4)
- Astrologia... (3)
- Crônicas.... (3)
- Lembrete... (3)
- Artigo (2)
- Haikais... (2)
- Livros... (2)
- Mestrado- Serviço Social (2)
- Resenhas (2)
- Teatro (2)
- Meus riscos... (1)
- Negritude... (1)
- Saúde (1)
- Tirinhas... (1)
viernes, 15 de agosto de 2014
Aprendi a contar, mulher.
jueves, 25 de julio de 2013
25 de julho- Sou mulher de pele preta. Com muito orgulho, sou negra.
lunes, 17 de junio de 2013
Desmascarando o patriarcado, desmontando o capitalismo
Dentre algumas vantagens da internet tem-se a aproximação de pessoas com ideais semelhantes. Ela aproxima pela busca da liberdade, pelo gosto pela poesia, pelo regionalismo,pela simplicidade e pela luta feminista. E eis que com uma força, sensibilidade e criatividade inspiradora encontro uma poesia da Fulô Ivanessa Catingueira no blog da MMM. Meses antes essa luta fez nos encontrarmos na Cúpula dos Povos onde trocamos algumas palavras de incentivo pela construção do feminismo a partir da formação de um coletivo feminista a vir a se tornar um núcleo da Marcha Mundial das Mulheres no sertão de São Francisco/ BA.
Compartilho uma das poesias da querida Ivanessa Catingueira a partir do blog da Marcha Mundial das Mulheres. (http://marchamulheres.wordpress.com/2013/06/17/poesia-feminista-desmascarando-o-patriarcado-desmontando-o-capitalismo/#comments)
*Por Ivanessa Catingueira
Mulheres quando reunidas
Se reconhecem na face da outra.
Tantas histórias severinas marcadas
Pela opressão patriarcal.
Mãos calejadas
Corpos ensanguentados
Olhos marejados de dor.
Gemidos que tramam a resistência
Olhares de búzios e malês
Bocas que anunciam a REBELDIA.
Explodem GRITO de revolta
Virado em furação.
caras, cores e dores na rua.
Empurram a opressão
Pra praças, becos, campos e vielas
O batuque do tambor denuncia
Cada minuto de dor
outrora calado, sufocado, privado.
A sabedoria das mães de santo
Reascende o caminho
De luta, de comando
Trilhado pelas matriarcas ancestrais.
(a auto-organização é nosso escudo)
na mesma cadência compassada
Despidas, de pés no chão.
Suas vozes metralham balas de esperança na terra
Tecem de fio lilás
Com o pretume das veias afro indígenas latinas
O novo mundo.
Famintas de LIBERDADE
Continuaremos em marcha
Pisando em praça de guerra
Em trincheira de batalha
Desmascarando o patriarcado
Desmontando o capitalismo
Até que se desfaçam em pó.
De candeeiro na mão
Tocarão fogo no mundo
Reascendendo a chama de força
Pra forjar a Revolução!
Feminismo por necessidade.
jueves, 15 de noviembre de 2012
Lado a lado
Assim poderás lado a lado de mãos dadas, com vozes firmes, compartilhar histórias, teorias e experiências concretas.
É assim que, lado a lado, nos olhamos, nos afirmamos e cobriremos o sangue vermelho das mulheres oprimidas, exploradas, estupradas, assassinadas com o forte lilás misturado ao nosso colorido."
Ângela. 14 de novembro de 2012.
lunes, 23 de abril de 2012
Por que escolhi ser mulher?
jueves, 25 de noviembre de 2010
Mulher:
martes, 21 de septiembre de 2010
Soem bem alto os sons de liberdade
domingo, 25 de julio de 2010
Somos mulheres
Valentes
Somos mulheres
Que amam e que sentem...
Sentem a dor da covárdia
Sentem a dor da opressão
Mesmo assim somos capazes
De lutar por emancipação
Mesmo quando o mundo
Nos obriga a dizer não.
Não para as correntes
Não para a escravidão
Não para o sistema
Que insiste em negar
Nossa existência e nos inferioriza
Que jamais se cansará,
De nos oprimir e explorar
Que nega a nossa existência
E a nossa capacidade de agir e pensar
Somos mulheres
Mulheres valentes,
Mulheres que pensam
Agem e sentem
Mulheres que lutam com dignidade
Mulheres lutando por liberdade!
Izaquiane- Movimento de Mulheres Camponesas (MMC- Roraima)
Vitória- ES.
domingo, 4 de abril de 2010
Mulheres ( auto-organização)
em que os homens ditam regras opressoras...
Quiseram nos fazer frágeis,
doces, prisioneiras de nós mesmas...
Quiseram nos amarrar nos tabus,
no puritanismo, nas paredes da casa...
Deixaram marcas profundas na nossa mente,
no nosso corpo, na nossa história...
Mas, ousadas, dizemos não!
Libertárias, dizemos não!
Subversivas, dizemos não!
Socialistas, dizemos não!
Feministas, dizemos não!
Às vezes a voz tênue treme...
Às vezes nos falta teoria
Sem tempo livre é covardia...
Às vezes nos oprimem
Camaradas, quem diria...
lunes, 22 de marzo de 2010
Essas mulheres que marcham.
Eram tantas
Vindas de tantos lugares
Com lilás mais claro...
Ou mais escuro...
Com vermelho forte
Da cor que corre o sangue nas veias...
E com muitas outras cores
Em arco-íris...
Eram também
Negras, indígenas, brancas...
Eram hetero, bissexuais ou lésbicas...
Eram altas, baixas, médias, gordas, magras
Sem padrão...
Eram jovens, idosas e crianças...
Eram brasileiras
Eram, sobretudo, mulheres... umas mais outras menos
Todas se tornando, à maneira Beauvoir, mais mulheres...
Os rostos cansados...
São de mulheres que marcham.
Os corpos suados...
São de mulheres que marcham.
Os gritos entoados...
São de mulheres que marcham.
Os abraços apertados...
São de mulheres que marcham.
Os beijos trocados...
São de mulheres que marcham.
O caminho para a liberdade
É dessas mulheres que marcham!
Ângela Pereira.
22 de março de 2010.
domingo, 21 de marzo de 2010
São ataduras, mulheres!
São tantos panos... de tamanhos diversos...
São ataduras! Mulheres...
Suponho que as ataduras correram de lugar.
Antes estavam nas bocas e prendiam as mãos, umas às outras.
Hoje mostram o quanto o corpo cansado, expropriado no dia a dia resiste.
São ataduras! Mulheres...
Proponho que as ataduras corram de lugar.
Que as ataduras das mulheres que resistiram a cem kilômetros de caminhadas;
Que as ataduras de mulheres espancadas no dia a dia pela violência sexista
Sejam somente símbolos de resistência
E se precisarem, mulheres, que virem armas!
Ângela Pereira.
21 de março de 2010.
lunes, 15 de marzo de 2010
Marcha pelo corpo que é nosso!
O corpo que é somente nosso
Reclama o cansaço...
Mas entra no passo...
E marca o compasso.
O corpo que é somente nosso...
Rir, chora, canta, dança, dói...
Pelo sonho da liberdade...
O corpo que é somente nosso
Pede o direito ao próprio corpo...
Pela legalização do aborto
O corpo que é somente nosso...
Se molha em chuva
Se queima em sol forte...
E persiste...
O corpo que é somente nosso...
Grita contra o poder do capital
Juntos formam barreiras...
Na luta de classes
O corpo que é somente nosso
Aclama a força das mulheres:
Seguiremos em marcha até todas sejamos livres!!!
Ângela Pereira.
15 de março de 2010.
Jordanésia- SP. 7º dia de marcha na ação 2010 da Marcha Mundial das Mulheres.
viernes, 5 de marzo de 2010
Liberte-se, mulher
Liberte-se, mulher
Desse sonho de aguardar
Que te libertem
Com os braços cruzados.
Mulher, encarna-te em ti
A vida e a morte
A força e a liberdade
Dessa vida que nasce hoje
Que vem de ontem
E se integra para criar uma mulher forte.
Guiomar Cuesta.
martes, 16 de febrero de 2010
E agora, Maria?
"Quando escrevo, me afirmo.
Quando falo, ganho sentido...
Quando penso ganho corpo
Meu corpo palavra."
(Na voz de Leandra leal, Camila,
no Filme “Nome Próprio”- Murillo Sales)
Tiraram teu sono
Pegaram-te no útero
E te trouxeram à vida
Ah! Vida...
E agora, menina?
Vestiram-te de rosa...
Compraram-te boneca...
Puseram-te na roda...
Levaram-na à escola...
Amarraram-te laços...
E agora, mocinha?
Cantaram-te a beleza...
Estamparam-te sorrisos...
Esconderam-te as clarezas...
Ditaram-te as regras...
Rompeu-te o teu sangue...
E agora, mulher?
Não mais és menina...
Não mais és mocinha...
Não mais pulas corda...
Nem brincas de roda...
E agora, mulher?
Já tens profissão
Já sabes o que queres
Não é ilusão.
Já tens corpo e forma
O busto entorpece
O corpo enlouquece
A vida merece...
E agora, mulher?
Vês mais que o óbvio
Não queres prisão
Não queres tormenta
Nem mais ilusão...
O que queres, então?
“O que quero tem nome!
Nome próprio!”
Ângela Pereira
16 de fevereiro de 2009.
viernes, 18 de diciembre de 2009
Tornar-se mulher!
Simone de Beauvoir
Não devo como mulher que venho me tornando
Permitir-me ao erro de me magoar por não me amar
E não amar a outras companheiras com quem tenho em comum
A opção pela classe trabalhadora.
Não devo como mulher que venho me tornando
Ceder aos impulsos da carência
Meramente para tentar supri-la.
Depois da sensação provisória de preenchimento,
o “vazio” volta porque o ponto não preenche o todo
E o todo é profundo e sensível!
Não devo como mulher que venho me tornando
Permitir que outra mulher seja machucada,
Torturada, explorada
Sem abrir a boca e soltar o grito.
Não devo como mulher que venho me tornando
Em desatino ser impaciente
Com os anos de luta que virão
Sob julgo dos valores patriarcais
Que vingaram.
Não devo como mulher que venho me tornando
Esconder de mim mesma
As marcas que riscaram na história:
O grito mais alto da voz grossa
A comida na mesa servida
A toalha na porta do banheiro
O dinheiro na mão retido
A pressão psicológica das filhas na saia
E a tristeza das traições...
Não devo como mulher que venho me tornando
Deixar de avançar com a dor coletiva
De milhares de mulheres mortas,
Violentadas pelo poder do homem
E do capital.
E devo, sobretudo, não deixar de sonhar alegremente
Com a emancipação feminina
Pois é em busca dela
Que venho me tornando mulher!
Ângela Pereira.
Praia do Cabo Branco. 18 de dezembro de 2009.
miércoles, 18 de noviembre de 2009
A prioridade é socialista e feminista!
E a cabeça dispersa em coisas menores...
Sempre existe alguém
Que lhe pede esmola na rua...
Sofre de amor insano...
E carrega o filho nas costas
Pra nos lembrar do rumo a seguir...
A prioridade é a revolução:
Socialista e feminista!
Ângela Pereira.
19 de novembro de 2009.
lunes, 9 de noviembre de 2009
Mulher bomba!
“Como meu sangue nunca vai
Nunca vai, vai virar vinho
No final do mês
Se acende o pavio
Então...” ( O Rappa-Homem bomba)
Ante o incêndio do corpo
Se põe no espaço
Se atira do alto
Espera o regalo
Dos colos do paraíso
No outro lado
Enquanto desse lado
Escorre o vermelho
Na terra que sangra
O povo chora
A criança sem mãe
A mãe sem filho
O pai sem prumo
Enquanto desse lado
Não precisa ser bomba
Basta estar vivo
E ser alvo
Sujeito atado
A bomba do lado
O tiro acertado!
O povo chora
A criança sem mãe
A mãe sem filho
O pai sem prumo...
A vida sem rumo.Ângela Pereira.
10 de novembro de 2009.
miércoles, 24 de junio de 2009
Mãe não precisa de data!
Mãe é mulher!
É mulher que ama...
É mulher que rir...
Mas também...
É mulher que sofre...
É mulher-vítima...
Oprimida...
Explorada...
É mulher-produção!
Criadora!
Produtora!
É mulher-reprodução!
Carrega o fardo.
Sustenta o parto!
É mulher- mulher!
Desejada...
Liberada...
É mulher-vida!
Emancipada!
Libertada!
Mãe não precisa de data!
Mãe... precisa de força
Liberdade!
Condição!
Emancipação!
Homenagem a todas as mães e mulheres que não precisam de dia comemorativo, precisam de força e emancipação para a difícil e deliciosa tarefa de ser mulher!
Ângela Pereira.
10 de maio de 2009. Dia da mãe-mulher, assim como qualquer outro.



