A poetisa registrou nos seus rascunhos: Está liberado o carpe-diem! Enquanto a liberdade não chega. Por Ângela Pereira.
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viernes, 7 de agosto de 2009
Correnteza!
Os risos ao longe são sutileza...
Os olhos em volta são correnteza.
Correm os líquidos...
Correm os olhos...
Correm as gotas...
Correm os passos...
Fincam-se os pés.
Molham-se os troncos.
Socorrem-se do dilúvio os corpos.
A lua escondida... será confidência!
A mata em transe... será referência!
Nomes... ouvido!
Toques... sentido!
Pele... retidos!
Cheiros... sentidos!
Beijos. Perdidos!
Ângela Pereira.
23 de dezembro de 2008.
jueves, 6 de agosto de 2009
Louca beija Boca!
desvia... desce...
Olha... pisca...rir... abre... anda... toca...
boca... cheira... beija...Vai...vem... sobe...
Vêm! Olha...toca... cheira... fixa...
beija... louca vêm!
Louca beija Boca!
Ângela Pereira.
Poeta! Desbrava-me!
Todo poeta é um desbravador!
Desbrava letras.
Desbrava sons munidos de sentimento.
Desbrava vontades.
Desbrava o sentimento alheio.
Desbrava o fingimento e o tormento.
Desbrava, sobretudo, a si mesmo
Em si mesmo!
Poeta! Desbrava-me!
Ângela Pereira.
06 de agosto de 2009.
lunes, 3 de agosto de 2009
Desumano
Ilógico... o humano ser desumano.
Mas quem disse que a lógica tem apenas um lado só?
Quem disse que o DES é sinônimo de negação para todos ?
O DES pode ser afirmação de uma verdade.
Quanta insensibilidade diante da vida de um ser humano. Papéis substituem pessoas? Papéis são meros papéis!
Dinheiro compra tudo? Inclusive vidas?Sinto em lhes dizer: As diversas formas de comprar vidas estão se ploriferando...
Enquanto isso, vamos resistindo!
Prefiro a humanidade proletária! E isso é que me sustenta.
03 de agosto de 2009.
Ângela Pereira.
domingo, 2 de agosto de 2009
Atenção!!!
“Quero a sua atenção!”
“Se ligue, preste atenção!”
Nos dias de hoje, talvez muito mais do que antes, nos deixamos levar pelo tempo, pelas atribulações, pela preocupação do que “eu” tenho por fazer. E nos esquecemos de enxergar na/o outra/o além do óbvio, as suas qualidades e mais do que isso, valorizar o que a/o outro/a tem de melhor.
“Quem ama, cuida”... Cuidar é essencialmente demonstrar amor, seja qualquer tipo de amor for. Somos seres movidos pelo cuidado, então por que não dizer que somos movidos pelo amor. O amor-próprio... O amor pela família... O amor pelo/a namorado/a ...pelo/a amante... o amor pelas/os amigas/os... o amor pela natureza... o amor pela militância...o amor pela profissão... o amor pelo bichinho ou plantinha de estimação... o amor por coisas materiais que ganham um sentido quando são dados com amor... por aquela pessoa que é especial para você ou mesmo aquela que você nunca imaginou que a você fosse expressar carinho.
Nem menos, nem mais... o necessário! Dê a atenção necessária às pessoas. O necessário é relativo e exige sensibilidade. Então, sensibilize-se. Não deixe que o tempo do capital ou da luta contra ele, o tempo do individual(ismo), o tempo dos 2000 lhe esmague e impeça de ver, de ouvir, de tocar, de cheirar, de degustar, de amar... de cuidar e dar atenção!
Não subuse seus sentidos... Não percamos a sensibilidade diante da dureza da vida...
Preste atenção! Nesse momento, alguém pode estar querendo o seu cuidado.
Obrigada pela sua atenção!
Sim... e me perdoe se eu algum dia não lhe dei atenção...
Ângela Pereira.
16 de abril de 2009.
lunes, 27 de julio de 2009
No estalar dos dedos...
Hoje estalaria os dedos!
E queria que amanhã já estivéssemos numa sociedade comunista...
Mas como as mãos dos capitalistas estão soltas...
E podem eles estalar os seus dedos de forma mais ágil...
Guardo a força e a ânsia de meus dedos
No punho cerrado para estalá-los
Com mãos mais calejadas e expostas aos efeitos do tempo...
Mas terei o gostinho de estalar os dedos
nem que sejam nas lembranças que meus dedos trarão
nos punhos de uma criança, um filho, um neto
ou de outra jovem comunista...
28 de julho de 2009.
Ângela Pereira.
(Conversa com Neto, estudante de direito)
sábado, 25 de julio de 2009
Por um fio...
Na fragilidade da vida sinalizam os líquidos
Na dignidade do sonho resguarda-se a vontade de continuar
No milésimo de segundo e no fio da vida ora somos defuntos ora somos (re)nascidos.
Ângela Pereira.
05 de junho de 2009.
Madeira!
Desperta madeira
Emite ondas
Exala vento-força
Balança a Amazônia
Embala as canoas dos ribeirinhos
Derruba os fracos de espírito
Levanta a tua forte correnteza
Contra os que querem te destruir
Emana sobre os sensíveis
O teu pedido de socorro
Conclama teus vizinhos fiéis
Folhas, pássaros, cablocos...
Que nós aqui estamos a te ouvir
Muito barulho... Muita força!
Muita luta vamos fazer!
Ângela Pereira.
1º de janeiro de 2009.
Homenagem - provocação aos trabalhadores e às trabalhadoras!
“Trabalhadores do mundo, uni-vos!”
K. Marx e F. Engels.
O ser explorado na lida, na vida:
“Algo anda errado...
Dizem que o trabalho é ponte pra independência ...
Mas não vivo mais...
Sobre- vivo...”
O Provocador:
Como assim? Você tem direito a escolher que profissão seguir!
Você tem direito a um salário mínimo!
Tem direito a jornada de trabalho de 8h diária!
Tem direito, ainda, à greve!
E tantos outros alcançados...
Não acha?
O ser explorado na lida, na vida:
“O que preciso é de liberdade!
Isso ... esse sistema nunca me trará!”
Vamos à luta!
Que venha o despertar dos trabalhadores e trabalhadoras!
1º de maio de 2008.
Ângela Pereira.
