domingo, 28 de octubre de 2012

Um/a revolucionário/a se reconhece pelas práticas nas minúcias da vida cotidiana.



NÃO pelas quantidades de reuniões de que participa, NÃO pela capacidade de articulação, 
de argumentação e pela retórica; NÃO pela agitação e propaganda de ideais que se não 
ganham materialidade nas relações interpessoais são só palavras. 


Palavras sem exemplo pedagógico, são só palavras...



Desconfie das pessoas que se vestem com camisa de Che Guevara ...


RESSALVA 1: Isso não é desacreditar na revolução , isso é saber que as contradições dos sistema capitalista- patriarcal são reproduções das bases materiais desse sistema, ideologia e valores que impregnam em homens e mulheres;


RESSALVA 2: Isso não significa escamotear as contradições. É preciso evidenciá-las e acirrar os conflitos, pois há situações em que somente as rupturas são pedagógicas.


RESSALVA 3: Não me excluo dessa reflexão.


RESSALVA 4: Há revolucionárias/os de verdade que usam camisa de Che Guevara ou de Alexandra Kollontai.


RESSALVA 5: Não se faz revolução, apenas por desejos e idéias. É preciso ação. Mas se a ação/ a prática é incoerente com o discurso se perde credibilidade. 

Por isso REAFIRMO: Um/a revolucionário/a se reconhece pelas práticas nas minúcias da vida cotidiana!


Boa semana de luta para aqueles/as que convencem pelo exemplo!

martes, 23 de octubre de 2012

Sensibilidade

Mundo entrando pelos olhos, poros abertos...

Silêncio ouvido, cheiro do vento e toque suave...




sábado, 20 de octubre de 2012

Poeta todo dia no dia todo.


Olho vê.
Ouvido escuta.
Tato toca.
Boca gosta.
Dedos recolhem dos sentidos a palavra escrita.
Verso livre...
Sem métrica, sem rima, sem firma.

Poeta é quem mistura o sentido.
Sente em demasia
Ressoa rebeldia
Abraça desmedido
Proseia em poesia
Pra encurtar distâncias
Dia todo.
Todo dia.




Ângela Pereira.
20 de outubro- “dia do poeta”





miércoles, 17 de octubre de 2012

Sobre os valores capitalistas, as relações interpessoais e a resposta à barbárie.

 “São tempos difíceis para os sonhadores.”
Amelie Pollain

 A barbárie instalada na sociedade capitalista comprime sonhos, exalta os valores capitalistas e pode distanciar as pessoas do desejo de uma sociabilidade livre de opressões e de exploração.
Excetuando os apaixonados pelo capitalismo e os que não mais acreditam num mundo livre de relações sociais e econômicas expropriadoras da vida, quantos de nós conseguirão viver mais alguns anos acreditando na possibilidade de uma sociedade em que as relações interpessoais sejam de fato livres da exploração, da opressão, de egoísmo, do individualismo, da falsidade e da competitividade voraz que esse sistema impõe por meio das relações de produção e de reprodução da sociedade burguesa?
Há momentos em que os dias parecem inviáveis não fossem a ação involuntária de entrada do ar novo (mesmo que poluído) nos pulmões e a permissão a minutos de loucura roubados do tempo que já nos roubam.
Analisar a aparência das relações interpessoais nos dias de hoje pode retirar de qualquer humanista um pouco desanimado a motivação de lutar por mudanças, restando a flutuação da consciência sobre o que a realidade lhe coloca de condições objetivas e a expectativa do que é possível se fazer com essa realidade objetiva.
São os corpos estendidos no colchão sob a chuva e enquanto do outro lado da rua circulam freneticamente zumbis atraídos pelo fetiche do capital, do consumo do consumo pelo simples fato de consumir no shopping mais famoso da cidade.
É a mãe que grita com o filho mais velho em casa após um dia de sobrecarga de trabalho enquanto o filho mais novo chora em alto tom a coisificação da mãe.
É a inveja e a falsidade de pretensos revolucionários no cotidiano das relações humanas. O desiquilíbrio entre o ego e o superego em disputas que bem poderiam ser espelhadas nas disputas fraticidas em experiências “semi-revolucionárias” ou “ revolucionárias” que serviram para nos mostrar como não ser.
É a incapacidade de diálogo das forças de esquerda, os vícios e os fisiologismos dentro dos partidos e organizações da esquerda e a dificuldade de construir unidade em ações pontuais, imagina em processos revolucionários mais acelerados.
É o amor mercantil, o domínio sobre o corpo das mulheres, as manipulações em troca de afeto acentuadas pela falta de amor-próprio; a dependência emocional e o medo do amor livre de posse; a incapacidade de enfrentar os medos, riscar novas marcas em cima das que essas relações tão mercantis, superficiais, cheias de violência, insossas deixam na gente.
São infinidades de experiências a que intuitivamente reagimos, mas que, todavia, nosso tempo roubado não nos permite analisar mais profundamente.
Um texto com elementos tão pessimistas, escrito em minutos insones, não poderia apontar outra saída senão a de que a história realmente acabou, de que faltamente seremos conduzidos a um mundo sem alternativas a ordem capitalista vigente. Certo?  Errado.
Os passos que já foram dados em meio a toda contradição cotidiana que é imposta pelas bases materiais desse sistema, resistindo às decepções cotidianas com discursos cheios de retórica e vazios de prática coerente, e a busca da aproximação ainda incipiente da essência das relações sociais desse sistema não permitem desfazer a maldição da coerência.  Não há outra saída senão a destruição desse sistema que tem se mostrado inviável para a humanidade e a construção de uma sociabilidade socialista (transição ao comunismo) sobre os destroços do capital. Enquanto as matas não são totalmente devastadas, enquanto os rios não perdem sua vida, enquanto o nosso sangue não é totalmente sugado por parasitas capitalistas, enquanto os sabiás ainda podem cantar nas matas cerradas por arames farpados, acordemos forcemos relações sociais novas na contra-maré das determinações desse sistema que cada vez mais nos desumaniza, sabendo que “ a nova mulher e novo homem” só serão possíveis na sociedade de homens e mulheres livres!

Ângela Pereira.






Eu me amo!



" A Solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós."


José Saramago

Por isso melhor me ter que ter  (in)determinadas companhias...

domingo, 30 de septiembre de 2012

Outubro

Trago a nova: eu mudo

lento, e é tudo


Sinto ser assim


por estações: aos turnos


Posso voltar


ao ponto de partida


mas luto





Sei que vem outubro


Flores, fruto de seiva


romperão no mundo


(Trabalho duro:


sugar de pedras


rasgar os caules


colher ar puro)

Lento e bruto


eu mudo


Sei que vem


outubro


Nei  Duclós



lunes, 24 de septiembre de 2012

Tem que ter reflexo...





"Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.
Se sou esquecido,
devo esquecer também,
Pois amor é feito espelho:
-tem que ter reflexo."

Pablo Neruda

lunes, 17 de septiembre de 2012

Melhor morrer de pé.


Estão infiltrados...
Nos becos mais escuros
Ou nos cantos ensolarados

Listras na TV colorida.
Sussuram à voz do Walkman
Ou em carros de sons
Gritam ao seu lado

Estão ali bem à vista
E tu?
Não fazes nada e vês...

Estão ali bem à vista
E tu?
Pedes esmola pelo outro.
Aceita a hipocrisia do imposto
Canta a pseudoliberdade.

Eu prefiro:
Melhor morrer de pé
A meus joelhos machucar.








viernes, 24 de agosto de 2012

Pedalar é preciso!


Pedalar é uma das atividades mais completas, pois movimenta todo o corpo. Conheça 10 principais vantagens em andar de bicicleta:



Combate estresse e depressão: As contrações cardíacas tornam-se mais eficazes e, com isso, o sangue chega mais
 rapidamente ao cérebro, diminuindo, assim, a incidência de ansiedade, angústia e depressão.

Melhora relações sexuais: Como ocorre uma tonificação dos vasos das coxas e das pernas, a irrigação sanguínea nos órgãos genitais e vasos pélvicos é intensificada, o que colabora com uma melhor ereção peniana e aumenta a lubrificação vaginal, levando a uma relação sexual prazerosa.

Emagrece: Combinadas a uma dieta saudável e com baixas calorias, as pedaladas auxiliam na perda de peso, no controle de peso, além de favorecer o emagrecimento, reduzindo a gordura corporal.
Faz ser mais feliz e ter bom sono: O ato de pedalar estimula a liberação das endorfinas (morfinas endógenas – que fazem com que o indivíduo seja mais feliz), aumenta também os níveis de serotonina (o chamado hormônio da felicidade), gerando o relaxamento, fatores essenciais para um sono saudável.
Reduz colesterol e triglicérides: Com a prática constante do ciclismo, ocorre consumo das gorduras e diminuição do colesterol total e LDL (colesterol ruim), além dos triglicerídeos.
Evita o infarto: Ocorre também diminuição da glicemia, controlando a diabetes, que é fator de risco para a formação da placa aterosclerótica, que leva a angina e ao infarto agudo do miocárdio.
Diminui a pressão arterial: Pedalar com frequência tonifica os vasos sanguíneos (artérias e veias) e faz com que eles relaxem mais facilmente, contribuindo com a diminuição da pressão arterial, que é um importante fator de risco para doenças coronarianas.
Aumenta a imunidade: com a melhora na contração cardíaca, o sistema imune fica estimulado e eleva a produção de glóbulos brancos, ajudando o organismo a defender-se de vírus e bactérias.
Melhora a Respiração: O esforço das pedaladas aumenta a freqüência cardíaca, melhorando oxigenação dos pulmões e dos tecidos.
Garante boa forma e fôlego de atleta: A prática recorrente do ciclismo tonifica os músculos das pernas, além de aumentar o desempenho aeróbico e cardiovascular.


lunes, 20 de agosto de 2012

Mulherfagia

 " Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."
 Caetano  Veloso.

Ando com uma fome insaciável. Quanto mais passam por meus dentes verdades ditas lá fora sobre como devo ser, mas me acomete uma vontade de comer-me. Devorar-me. Porque sou construção de um mundo de verdades que a mim não pertencem, eu-mulher.
A cada mordida. A cada saliva que molha minha carne e as idéias que a ela dão vida, mais tenho fome.
Entre uma mordida e outra, dou-me conta: " Não és, meu bem, a mesma mulher".
Respiro histórias como a minha. Ganho fôlego pra seguir dilacerando verdades, que não são minhas.

Ângela Pereira.