jueves, 13 de enero de 2011

Estudar estudar estudar estudar estudar e estudar!!!

Atenção!!!!

Seleção do Mestrado de Serviço Social- UFPB:

Inscrições: 1 a 14 de fevereiro de 2011.

Prova escrita: 21 de fevereiro de 2011.8h00-12h00

Prova de línguas estrangeiras: 22 de fevereiro de 2011. 14h- 17h00

Divulgação do resultado da prova escrita:23 de fevereiro de 2011. às 17h00

Entrevista: 24 e 25 de fevereiro de 2011. 8h00-12h00/ 14h00 às 17h00.

Resultado final: 28 de fevereiro de 2011.

Matrícula: 01 a 04 de março de 2011.


martes, 11 de enero de 2011

Eu te desejo ( Música de Flávia Wenceslau)

Esses são os meus desejos para as pessoas que amo e que são muito importantes para mim!

Escolhas no caminho da vida.

O meu caminho é longo.

Nele encontro becos sem saída.

Encontro desníveis

Ladeiras...

Ribeiras...




Encontro terremotos

Vulcões...

Tufões...




Encontro mares abertos

Altas serras...

Lagos rasos...




Encontro pássaros

Sabiás( preferência)

Borboletas

Mariposas




Encontro poetas

Amantes

Cantantes




No longo caminho faço escolhas...

Porque a mim não interessa qualquer caminho

Quero os desafios: os mais dificéis, os mais arriscados

Quero os belos:os mais sensíveis , os mais simples, os mais sedutores



Quero a arte de viver na corda bamba da vida

Escolhendo entre saltar

E/ou me equilibrar num só pé.


Mas no final do caminho

Quero a sombra do coqueiro

Pessoas livres

A brisa do mar

Um violão a tocar

E um amor para amar...



Ângela Pereira

11 de janeiro de 2010.

Máquina de escrever...


Meu coração é uma máquina de escrever

As paixões passam

As canções ficam

Os poemas respiram nas prisões

Pra ler um verso, ouvir, escutar


Meu coração falar

Até se calar a pulsação

Meu coração é uma máquina de escrever

No papel da solidão

Meu coração é da era de Gutemberg

Meu coração se ergue

Meu coração

É uma impressão

Meu coração

Já era


Quando ainda não era a palavra emoção

Mas há palavras no meu coração

Letras e sons

Brinquedos e diversões

Que passem as paixões

Que fiquem as canções

Nos poemas, nos batimentos

Das teclas da máquina de escrever

Meu coração é uma máquina de escrever

Ilusões

Meu coração é uma máquina de escrever

É só você bater para entrar na história


Composição: Luiz Capucho e Mathilda Kóvak

jueves, 6 de enero de 2011

Quem É quem

Posso dizer: estou pronto


para me dar ao que vier.


Posso errar, mas não por medo


de me ser no que fizer.

Quem me pode responder


que sabe ser, sendo inteiro,


fiel e simples, sempre a tudo


que faz e não quer fazer?


Thiago de Melo

( in: Poesia comprometida com a minha e com a tua vida)
Foto: Ângela Pereira.

martes, 4 de enero de 2011

SEJAMOS.


Sejamos como o rio que,

Quando ofendido

Desrespeita as margens e se insurge

Interrompendo estradas e engolindo pontes.

Sejamos como o frio que,

Quando aborrecido

Desce dos picos para fazer tremer

Os corajosos da poluição

Que ordenam máquinas;

Ofendem homens e mulheres

E invertem o segredo da paixão.

Sejamos como a terra

Que esconde terremotos e vulcões

Para usá-los inesperadamente

Mas, sejamos como gente!

Afáveis como o rio

Aconhegantes igual ao frio

Fértéis e solidários como a terra

Que decompõe e recompõe.

Formandoo berço das sementes

Sejamos: coração e reação.

Amáveis e insurportáveis

Pacientes e desobedientes

Sejamos: classe e colméia

Aliados e inimigos

Artistas e platéia

Afeto e castigo

No particular, sejamos eu!

No universal, sejamos nós!

Nos contratemos sejamos vós!


Ademar Bogo.


domingo, 19 de diciembre de 2010

Ser CONSULTA POPULAR


É reconhecer-se parte


Da construção histórica


Da classe trabalhadora


Que embora explorada e oprimida


Resiste e organiza-se.

É reconhecer-se povo!

Que sua cotidianamente


Pelo pão de cada dia


E com rebeldia


Canta o desejo de liberdade.





É reconhecer-se lutadora e lutador


De um povo diverso


Em raça e em cultura





É reconhecer-se portador


Da mensagem da luta


E organizador


agitador


E formador


de um projeto chamado


Revolução brasileira.





Ângela Pereira.


17 de dezembro de 2010.





Assembléia Estadual da Consulta Popular " Quebra quilos"- Paraíba.

A saudade


Onde mora o pecado,

Mora sempre a saudade

do amor proibido

que não continuou

Onde mora a virtude


Também mora a saudade

do amor impossível

do amor incompreendido,

do amor que está longe,

do amor que lhe falhou

ou do que feneceu.


Outro amor,

o ciúme

algo estranho

Uma coisa qualquer

cortou a felicidade

partiu os corações.


A saudade dorme em silêncio

Mas sempre desperta.

A recordação agente afasta quando quer.

A saudade é diferente

ela volta de manso

E agente não pode com ela.


Carlos Marighella

O perfume


Para cada mulher existe


sempre um perfume


Que agrada ao seu gosto


Ou o desejo que a inspira,


E que lhe é revelado pelo dom do instinto.


Cada mulher traz em si


Entranhado em seu corpo,


Um perfume





A cada espécie de amor


um perfume é mister


seja amor puro,


infiel


sacrossanto,


carnal.





Há uma busca eterna à mulher


E quem sabe essa busca


Se resume


Na procura de um quê


Algo estranho, insondável


Quem sabe um perfume...





Carlos Marighella.

jueves, 16 de diciembre de 2010

Elegia a uma pequena borboleta- Cecília Meireles


Como chegas do casulo

-inacabada seda viva!

tuas antenas- fios soltos

da trama de que eras tecida

e teus olhos, dois grãos da noite

de onde o teu mistério surgia

Como caíste sonbre o mundo

Inábil, na manhã tão clara

sem mãe, sem guia, sem conselho

e rolavas por uma escada

como papel penungem, poeira

com mais sonho e silêncio que asas

Minha mão tosca te agarrou

com uma dura, inocente culpa

E é cinza de lua teu corpo,

meus dedos, tua sepultura

Já desfeita e ainda palpitante

expiras sem noção nehuma

- Ó bordado do véu dia,

transparente anêmona aérea.

Não leves meu rosto contigo:

leva o pranto que te celebra

no olho precário em que te acabas

meu remorso ajoelhado leva!

Choro a tua forma violada

miraculosa, alva, divina

criatura de pólen, de aragem

diáfana pétala da vida!

Choro ter pesado em teu corpo

que no estame não pesaria.

Choro esta humana insuficiência:

- a confusão dos nossos olhos

- o selvagem peso do gesto

cegueira- ignorância-remotos

instintos súbitos- violências

que o sonho e graça prostam mortos

Pudesse à éteros paraísos

ascender teu leve fantasma

e meu coração penitente ser a rosa desabrochada

para servir-te meu e aroma

por toda a eternidade escrava!

E as lágrimas que por ti choro

fossem o orvalho desses campos

- os espelhos que refletissem

-vôo e silêncio- os teus encantos

com a ternura humilde e o remorso

dos meus desacertos humanos!
Cecília Meireles