domingo, 17 de octubre de 2010

ODES- Poema de Horácio

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati. seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
Tradução
Tu não procures - não é lícito saber - qual sorte a mim qual a tios deuses tenham dado, Leuconoe, e as cabalas babiloneses
não investigues. Quão melhor é viver aquilo que será, sejam muitos os invernos que Júpiter te atribuiu, ou seja o último este, que contra a rocha extenua o Tirreno: sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança, pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã.
Horácio: Quinto Horácio Flaco, em latim Quintus Horatius Flaccus, (Venúsia, 8 de dezembro de 65 a.C.Roma, 27 de novembro de 8 a.C.) foi um poeta lírico esatírico romano, além de filósofo. É conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma Antiga. ( Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Hor%C3%A1cio)

Liras de Marília de Dirceu. Tomás Antônio Gonzaga


Que havemos de esperar, Marília bela?
que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde já vêm frias,
e pode, enfim, mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília,
aprovei-te o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças,
e ao semblante a graça!



Tomás Antônio de Gonzaga era um poeta neoclássico, cujas poesias traziam um leve toque de sensualidade e em que o mesmo destacava o equilíbrio, o bucolismo e o carpe diem.

sábado, 16 de octubre de 2010

Calmaria...



Primeiro o susto,
O rito
O grito

Depois o vento
O tornado
Agora a calmaria

Se tiver que vir, venha...
Depois da tempestade
Vem a bonança
E a tua lembrança...


Ângela Pereira
16 de outubro de 2010.

lunes, 11 de octubre de 2010

A poesia antes da música.

Soltei relógios...
Enalteci a luz do sol
Mas me voltei para a noite

Dei espaço ao acaso.
O tempo tranquilo pediu espaço
Então abri alas:
À poesia antes da música.

Ângela Pereira.
11 de outubro de 2010.

jueves, 7 de octubre de 2010

Sonho insolúvel.

O teu canto é turvo
O teu sonho, insolúvel
Moldado por mãos
Um tanto volúveis...

O teu riso é fugaz
O teu sonho, insolúvel
Riscado em carvão
Pedra, papel,durável


O teu sonho insolúvel
Resiste aos ventos, às ondas, ao tempo
O teu sonho insolúvel
Em água mergulha
Decanta, mas resiste...


O teu sonho insolúvel
Parece invísivel e sem forma
Mas os que o carregam
Sabem o gosto que tem

O teu sonho insolúvel
Tem sabor de liberdade.

Ângela Pereira.

07 de outubro de 2010.

Viagem.

Por hora tiraram-me os sonhos
Resgatei-os do fundo
Pus em forma... ditei a rota
Não importa a conta
Dois menos dois
Trinta e dois

Não importa a conta
Importa a planta
O jogo...
O riso...
O canto...
E a rota que nós construímos.

Ângela Pereira.
07 de setembro de 2010.

viernes, 24 de septiembre de 2010

Amo as mulheres ...


Amo as mulheres desde a sua pele que é a minha
a que se rebela e luta com a palavra
e a voz desembainhadas,
a que se levanta de noite para ver se o filho chora,
a que luta inflamada nas montanhas,
a que trabalha mal-paga na cidade,
Vamos e que ninguém fique no caminho...
para que este amor tenha a força dos terremotos...
dos ciclones,dos furacões
e tudo que nos aprisionava
exploda convertido em lixo.


Gioconda Belli

martes, 21 de septiembre de 2010

Soem bem alto os sons de liberdade



Soem bem alto os sons de liberdade
Que seja leve e partilhada
Que seja vinda e desejada
Que seja feminista e encarnada...
Pelo corpo de quem ama a revolução!

Ângela Pereira



Desenho por Ângela Pereira.

domingo, 19 de septiembre de 2010

Enfrentemos nossos medos...

“Enfrentemos nossos medos, nossas mágoas, nossas fragilidades com a curiosidade e a leveza de uma criança. Submetamos nossa história a uma análise profunda e aí encontraremos forças para seguir em frente, superando as barreiras que nós mesmas e o mundo construímos no caminho”.

Ângela Pereira.

Sangue.


O sangue passa pelas veias aceleradamente.
Enrubece.
Esquenta.
Dispersa e concentra.

Agora entendo.
O porquê do sim e do não.
Agora sinto os rascunhos da emancipação.

Ângela Pereira.