sábado, 11 de septiembre de 2010

Desabafo!

Por precaução com as palavras e respeito às pessoas, mesmo que elas não o tenham conosco, as palavras ficam cravadas no corpo e reverberam sobre a forma de mágoa. Entre o silêncio e a mágoa, melhor optar e encontrar formas de desatar as palavras incrustradas.

(...)

Enquantos sujeitos que buscam a emancipação das pessoas e vidas livres de qualquer opressão, precisamos desde já exercitar não apenas no discurso como também na PRÁTICA, relações de camaradagem e solidárias entre as pessoas.

martes, 7 de septiembre de 2010

Na dura labuta de todos os dias...

Na dura labuta de todos os dias
Não deve ninguém que se preze
Descuidar dos prazeres da alma.

Oswald de Andrade.

Por isso retorno... Saudades das palavras.

domingo, 25 de julio de 2010

Ninguém nasce mulher! Torna-se mulher!


As mulheres de hoje estão destronando o mito da feminilidade; começam a afirmar concretamente sua independência , mas não com dificuldade que conseguem viver integralmente sua condição de ser humano. Educadas por mulheres no seio de um mundo feminino, seu destino normal é o casamento que as subordina particamente ao homem; o prestígio viril está longe de se ter apagado: assenta ainda em sólidas bases econômicas e sociais.


Simone de beauvoir ( in: Segundo sexo)
Imagem: Gustav Klimt

Quando a Mulher avança, nenhum homem retrocede!


A maior tragédia para a mulher do passado era a perda ou a traição do homem amado. Para a nova mulher, a maior desgraça é a perda de si mesma, a renúncia do seu próprio eu, sacrificado ao homem amado, a felicidade do amor(...) Numa nova sociedade, o coletivismo de espírito e da vontade triunfarão sobre o individualismo que se bastava a si mesmo. Os homens e as mulheres ficarão unidos por inumeráveis laços sentimentais e psíquicos.


Alexandra kollontai ( in: A nova mulher e a moral sexual).
Imagem: Gustav Klimt- O beijo.

07 de maio de 2010.

A crise bate na pele
Assola estômagos
Esquenta os ânimos

Na Usina Pumaty, Zona da Mata Sul de Pernambuco cerca de 800 trabalhadores rurais se mobilizaram pelo pagamento de seus salários atrasados. Enquanto outros submeteram-se calados a redução salarial.
Dois meses de espera e a repetição do episódio fizeram os trabalhadores perderem a paciência. Como os três fechamentos da BR anteriores, em 2009, já não mais adiantaram, eles radicalizaram a ação. Munidos de foices, facões, pedras, porretes , material inflamável e sangue nos olhos atearam fogo em três caminhões e um trator
Quebraram o escritório central da Usina até terem seus salários pagos...

Às nove horas, o carro forte chega e provisoriamente acalma os ânimos. Vitória?
Hoje... Os trabalhadores que lideravan a mobilização foram demitidos...
E os demais estão convencidos de que se mobilizar é perigoso, mas os que se mobilizaram por certo entenderam que o caminho é a luta.

Então camaradas, quais os nossos desafios? Como canalizar as revoltas espontâneas ou não, econômicas e/ou políticas para um projeto de revolução brasileira? Como reaprendera lutar? E estimular trabalhadoras/trabalhadores a perderem a paciência?

O desafio está posto! O que faremos nós?

Somos mulheres

Sensíveis
Valentes

Somos mulheres
Que amam e que sentem...
Sentem a dor da covárdia
Sentem a dor da opressão
Mesmo assim somos capazes
De lutar por emancipação
Mesmo quando o mundo
Nos obriga a dizer não.
Não para as correntes
Não para a escravidão
Não para o sistema
Que insiste em negar
Nossa existência e nos inferioriza
Que jamais se cansará,
De nos oprimir e explorar
Que nega a nossa existência
E a nossa capacidade de agir e pensar

Somos mulheres
Mulheres valentes,
Mulheres que pensam
Agem e sentem
Mulheres que lutam com dignidade
Mulheres lutando por liberdade!

Izaquiane- Movimento de Mulheres Camponesas (MMC- Roraima)
Vitória- ES.

sábado, 3 de julio de 2010

E se me fizerem chorar...

Não somos melhores nem piores
Melhor é a nossa causa.
Thiago de Mello
E se me fizerem chorar porque a luta que amo
Parece questionável
Pela incoerência
Dos que comigo marcham
Terei que colocar os pés no chão
Enxugar as lágrimas e seguir em frente
Se insistirem em repetir os terríveis valores do capital
Difícil será arrancar de mim os que já carrego
Não porque não resisto
Mas porque somente avanço em coletivo
Ângela Pereira
03 de julho de 2010
CALIR, Viana- ES.

martes, 8 de junio de 2010

A quem enganas?


Os olhos que perseguem no chão pegadas desfeitas?

Os dedos que mergulham no fundo do baú, buscando histórias passadas?

A saliva que descobre o ácido no belo prato?

O mau-cheiro que exala do lixão ao lado?


O suor e o tremor que despontam quando a multidão se aproxima?

A ameaça em alta voz dos que não aceitam opressão?

A solidão na próxima alameda povoada?


A quem interessar possa:

Enganas, tu!


Ângela Pereira.

09 de junho de 2010.

O DITO PELO DITO

Pois disse o que achei preciso
dizer, num tempo em que o medo
ensina a poder calar
(melhor é que seja o medo,
não o gosto de engordar.)
Disse o que tinha a dizer,
nem por isso vou-me embora.
Contigo fico, cantando
de prontidão. Como é fácil
partir, romper amarras.
Pois eu prefiro ficar
contigo, estrela da terra,
não me canso de esperar.
Fique de tudo o que dei,
conjugando o verbo amar,
O rastro de uma esperança
que o homem precisa achar.
Fique o dito pelo dito,
nada mais vos tenho a dar.

Thiago de Mello.

sábado, 5 de junio de 2010

Presente.

A poesia acordou.

O som penetrou nos ouvidos

O cheiro aguçou as lembranças

A música desejou o presente

O presente desejou o futuro

O futuro se rebelou nos sonhos:

Só valo a pena se o presente for bem vivido.

Até aceito infortúnios de desamores,

Mas não me venha com histórias mal contadas.


A poetisa registrou nos seus rascunhos:

Está liberado o Carpe Diem!

Enquanto a liberdade não chega.


Ângela Pereira.

05 de junho de 2010.