
A poetisa registrou nos seus rascunhos: Está liberado o carpe-diem! Enquanto a liberdade não chega. Por Ângela Pereira.
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domingo, 25 de julio de 2010
Ninguém nasce mulher! Torna-se mulher!

Quando a Mulher avança, nenhum homem retrocede!

07 de maio de 2010.
Assola estômagos
Esquenta os ânimos
Na Usina Pumaty, Zona da Mata Sul de Pernambuco cerca de 800 trabalhadores rurais se mobilizaram pelo pagamento de seus salários atrasados. Enquanto outros submeteram-se calados a redução salarial.
Dois meses de espera e a repetição do episódio fizeram os trabalhadores perderem a paciência. Como os três fechamentos da BR anteriores, em 2009, já não mais adiantaram, eles radicalizaram a ação. Munidos de foices, facões, pedras, porretes , material inflamável e sangue nos olhos atearam fogo em três caminhões e um trator
Quebraram o escritório central da Usina até terem seus salários pagos...
Às nove horas, o carro forte chega e provisoriamente acalma os ânimos. Vitória?
Hoje... Os trabalhadores que lideravan a mobilização foram demitidos...
E os demais estão convencidos de que se mobilizar é perigoso, mas os que se mobilizaram por certo entenderam que o caminho é a luta.
Então camaradas, quais os nossos desafios? Como canalizar as revoltas espontâneas ou não, econômicas e/ou políticas para um projeto de revolução brasileira? Como reaprendera lutar? E estimular trabalhadoras/trabalhadores a perderem a paciência?
O desafio está posto! O que faremos nós?
Somos mulheres
Valentes
Somos mulheres
Que amam e que sentem...
Sentem a dor da covárdia
Sentem a dor da opressão
Mesmo assim somos capazes
De lutar por emancipação
Mesmo quando o mundo
Nos obriga a dizer não.
Não para as correntes
Não para a escravidão
Não para o sistema
Que insiste em negar
Nossa existência e nos inferioriza
Que jamais se cansará,
De nos oprimir e explorar
Que nega a nossa existência
E a nossa capacidade de agir e pensar
Somos mulheres
Mulheres valentes,
Mulheres que pensam
Agem e sentem
Mulheres que lutam com dignidade
Mulheres lutando por liberdade!
Izaquiane- Movimento de Mulheres Camponesas (MMC- Roraima)
Vitória- ES.
sábado, 3 de julio de 2010
E se me fizerem chorar...
martes, 8 de junio de 2010
A quem enganas?
Os dedos que mergulham no fundo do baú, buscando histórias passadas?
A saliva que descobre o ácido no belo prato?
O mau-cheiro que exala do lixão ao lado?
O suor e o tremor que despontam quando a multidão se aproxima?
A ameaça em alta voz dos que não aceitam opressão?A solidão na próxima alameda povoada?
A quem interessar possa:
Enganas, tu!
Ângela Pereira.
09 de junho de 2010.
O DITO PELO DITO
dizer, num tempo em que o medo
ensina a poder calar
(melhor é que seja o medo,
não o gosto de engordar.)
Disse o que tinha a dizer,
nem por isso vou-me embora.
Contigo fico, cantando
de prontidão. Como é fácil
partir, romper amarras.
Pois eu prefiro ficar
contigo, estrela da terra,
não me canso de esperar.
Fique de tudo o que dei,
conjugando o verbo amar,
O rastro de uma esperança
que o homem precisa achar.
Fique o dito pelo dito,
nada mais vos tenho a dar.
Thiago de Mello.
sábado, 5 de junio de 2010
Presente.
A poesia acordou.
O som penetrou nos ouvidos
O cheiro aguçou as lembranças
A música desejou o presente
O presente desejou o futuro
O futuro se rebelou nos sonhos:
Só valo a pena se o presente for bem vivido.
Até aceito infortúnios de desamores,
Mas não me venha com histórias mal contadas.
A poetisa registrou nos seus rascunhos:
Está liberado o Carpe Diem!
Enquanto a liberdade não chega.
Ângela Pereira.
05 de junho de 2010.
O Velho E A Flor
Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
E eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:
O amor é o carinho
É o espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando
Chega sangrando
Aberta em pétalas de amor
Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho / Bacalov
É tempo de colher!
Há momentos na história
Em que todas as vitórias
Parecem fugir da gente.
Mas vence quem não desanima
E busca em sua auto-estima
A força pra ser persistente.
O tempo passa lento
Mas também passa com ele a glória do imperador
Quem tem as mãos de construir
Terá de levantar-se e decidir
O dia de enterrar a dor
E erguer-se de todos os lugares
Para dizer que é hora de colher
Tudo o que se plantou
Gente é como água do mar
Mesmo se movendo debagar
Mostra no seu balançar
Que nunca se dobrou
Regamos o deserto da consciência
E um novo ser nasceu
É hora de ir companheiro,
Você é o guerrilheiro que a história nos deu
Regamos o deserto da consciência
E um novo ser nasceu
É hora de ir companheira,
Você é a guerrilheira que a história nos deu.