O meu samba vai curar teu abandono O meu samba vai te acordar do sono Meu samba não quer ver você tão triste Meu samba vai curar a dor que existe Meu samba vai fazer ela dançar É o samba certo pra você cantar
O meu samba é de vida e não de morte Meu samba vem pra cá e traz a sorte E celebra tudo o que é bonito Meu samba não despreza o esquisito Meu Samba vai tocar no infinito Meu Samba é de bossa e não de grito
Meu Samba, defendi com alegria Deixe que a noite vadia Vai saber lhe coroar Deixo entregue aos bambas de verdade Que estão nos morros da cidade Peço a benção pra passar Deixo entregue aos bambas de verdade Que estão nos morros da cidade Peço a benção pra passar
Às vezes as mesmas palavras que se unem em prosa e em verso com tamanha congruência, separam-se e perdem sentido diante das inconstâncias da estima e da vida.
Estou me sentindo assim: como letras soltas, mas mesmo assim às vezes, com muito sentido e direção e persuasivas pela lúcida clareza que se juntam em palavras. Mas, na maioria das vezes, como letras que se juntam em palavras que não têm liga. Palavras sem liga, sem preposição (para que ou para quem, de que ou de quem, com que ou com quem...) ficam ao léo num dicionário para serem decifradas ou pegas quando alguém lhes acha conveniente.
Eh... há muito o que se avançar( incluo-me) na sensibilidade das relações humanas...Palavras bem/malditas ganham dimensões que a gente nem mesmo imagina que elas ganhariam... mas é assim... palavras às vezes parecem ter vida própria... somente parecem. Porque elas sem corpo, sem gestos, sem sons, sem contexto são só meras palavras sem sentido! E viver sem sentido... é sem sentido! Há também muito o que se avançar na percepção do tempo certo de se dar passos... avançar sem respeitar o tempo do (sentimento/sofrimento) do outro e querer forçar algo que não existe é inconsequente.
Ando vivendo sentido e buscando sentido... isso é o que importa!